quinta-feira, 4 de outubro de 2012

VITÓRIAAAAAAAAAAAAAAA




Fúria, a minha, a sua, a nossa amada e temida fúria. 
A vida que surge do confronto, do encontro do inesperado, da forja, da lida, desejosamente impensada, improvável, inesperadamente viva. 
E vamos, quebrando tudo, afundando, sumindo e surgindo imponente, desafiantemente presente, desgostosamente vivos perante o iminente fracasso, delirantemente possuídos pela vida que à sí mesma em nós é uma ordem ainda que desordenada e conflituosamente imersa na disputa.  
          Jogados como que ao léu mas vivos! 
E a cada movimento desaparecemos e surgimos como que tendo o que dizer, ainda...ainda que ainda nada nos diga: fale. Mas somos, já o somos! 
E por ser o que já o somos temos o que dizer e o dizemos ainda que somente com a nossa presença mas dizemos a palavra mais valiosa tantas vêzes ameaçada... 
VITÓRIAAAAAAAAAAAAAA!
VITÓRIAAAAAAAAAAAAAA!
VITÓRIAAAAAAAAAAAAAA!


DAVID COSTHA

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